UM TESTEMUNHO EMOCIONADO

Publicado a 24 de abril de 2012 por lgm 

A Doutrina Espírita, como se sabe, se baseia em cinco princípios: a crença em Deus; a imortalidade do Espírito; a pluralidade dos mundos habitados; a pluralidade das vidas corporais e a comunicabilidade entre encarnados e desencarnados.

A prova incontestável da existência de Deus é que tudo que existe e não foi criado pelos seres humanos só pode ter sido criado por Deus, pois o Nada não existe, ao mesmo tempo que todo efeito tem uma causa: um Universo que funciona com perfeição não pode ter surgido do Nada nem as Leis que o regulam serem mera acomodação casual da Desordem. Isso sem contar que a crença em Deus é instintiva nos seres humanos, mesmo nas comunidades mais primitivas.

A imortalidade do Espírito se demonstra, para os que crêem nos relatos evangélicos, por exemplo, na ressurreição de Jesus e Suas múltiplas aparições a centenas de pessoas, após Sua desencarnação; na aparição de Moisés e Elias no fenômeno conhecido como “transfiguração do Monte Tabor”; nas muitas “expulsões de demônios” (Espíritos desajustados) realizadas por Jesus quando encarnado; isso sem contar os resultados das pesquisas científicas realizadas desde o século XIX por grandes nomes da Ciência e as materializações de Espíritos como nas famosas sessões com o médium Peixotinho.

A pluralidade dos mundos habitados é uma simples questão de lógica, pois não faz sentido um Universo formado de um número incalculável de planetas desabitados, sendo apenas a Terra, este minúsculo ponto perdido dentro de uma galáxia inexpressiva, dentre bilhões de outras, dotado da dignidade de ser o lar de seres humanos, por sinal, mais caracterizados por defeitos morais que por virtudes e nem tão inteligentes…

A Justiça, o Amor e a Caridade de Deus idealizaram as reencarnações como forma de evolução dos seres, criados “simples e ignorantes”, ou seja, sementes dotadas de potencialidades tais que as levarão gradativamente à perfeição relativa. Aí a comprovação da pluralidade das vidas de cada Espírito.

A comunicabilidade entre encarnados e desencarnados, para quem quer que adote alguma corrente religiosa, pode ser conferida, por exemplo, nos livros tidos como sagrados de sua crença, além das já referidas pesquisas científicas, mas há um testemunho recente, que pretendo levar aos prezados Leitores. Trata-se da palavra de José Fernandes Filho, um dos magistrados mais respeitados do Judiciário mineiro e brasileiro dos últimos 50 anos, que narra seu encontro emocionado com o médium Francisco Cândido Xavier há alguns anos atrás, sendo que este último psicografou na sua presença uma mensagem assinada por um sacerdote católico desencarnado há muitos nos, velho conhecido do magistrado, constante de mais de 60 laudas, onde aquele fala da situação espiritual do seu filho recém desencarnado além de outros assuntos não divulgados no artigo. Esse testemunho foi publicado na edição de n. 7 da prestigiosa revista Magiscultura, da Associação dos Magistrados Mineiros, sob o título “Ele”.

Prezados Leitores, depois desse testemunho, subscrito corajosamente por quem o redigiu, só me resta ficar mais feliz ainda, porque realmente estamos ingressando no mundo de regeneração, quando toda a Verdade possível à compreensão humana estará sendo revelada, ficando disponível a quem quer que detenha, no seu coração e na sua mente, a sinceridade e não quer fechar os olhos e os ouvidos para Deus, independente da crença religiosa que adote.

Quem ganha com esse testemunho não é a Doutrina Espírita, que não disputa com as outras correntes religiosas a adesão de quem quer que seja, mas sim a religiosidade, que deve caracterizar cada vez maior número de homens e mulheres da Nova Era.

Luiz Guilherme Marques

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