REFLEXÕES SOBRE A VERDADE

Publicado a 28 de Fevereiro de 2012 por lgm 

Jesus nos deu a certeza: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará.”

A Verdade se traduz nas Leis Divinas, que as criaturas vão conhecendo à medida que evoluem intelectual e moralmente.

A evolução intelectual depende simplesmente do decurso da vida de cada um, pois ninguém vive sem pensar, sentir e agir, e, sempre que pensamos, sentimos e agimos, vamos chegando a conclusões, que nos revelam como funcionam nosso próprio íntimo e a realidade exterior.

Todavia, a evolução moral depende da decisão individual de aperfeiçoar-se eticamente, ou seja, adequar-se às melhores formas de relacionamento interpessoal e com Deus.

Como criaturas, cuja biografia é única, desde o instante do início da vida como individualidade espiritual até o grau máximo de evolução, ninguém é igual a outrem e, portanto, sua visão da Verdade é diferenciada.

Em outras palavras, sendo incalculável a extensão da Criação, as versões da Verdade o são igualmente.

Aqueles que já estão mais avançados em termos de progresso intelecto-moral detêm uma visão mais ampla e aprofundada, mas não o direito de menosprezar a forma aparentemente tosca dos que caminham atrás, principiantes da escalada evolutiva.

Deus, nosso Pai Celestial, que ama Seus filhos igualmente, a nenhum dando tratamento diferenciado, Se revela a cada um da maneira que o desenvolvimento de cada um comporta.

Por isso, a Verdade é um diamante formado de infinito número de faces, cada uma perceptível àqueles que estão na mesma faixa evolutiva.

As Revelações contadas como três: a de Moisés, a de Jesus e a Doutrina Espírita, na realidade, se multiplicam em muitas outras, uma vez que diversas outras as antecederam e outras tantas as sucederam no tempo.

As formas de crer e praticar são diversas, todavia, três pontos devem ser comum a todas elas: o Amor ao Pai Celestial, o Amor aos demais seres e o Amor a si mesmo.

O primeiro significa gratidão e desejo de vivenciar o Maior Afeto que se possa imaginar, o segundo traduz-se na Igualdade e na Fraternidade e o terceiro representa o investimento no autoaperfeiçoamento intelecto-moral.

Peçamos sempre ao Pai, a Jesus e aos nossos Orientadores Espirituais que nos abram a mente e o coração para respeitarmos a individualidade de cada irmão e irmã, sabendo que cada qual mantém contato com o Pai e Suas Leis de uma forma que nem sempre coincide com a nossa, mas que pode ser até mais direto e efetivo que aquele que vivenciamos, pois só Deus conhece o mundo interior dos Seus filhos e seus merecimentos, um a um.

Luiz Guilherme Marques

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