REFLETINDO SOBRE A SEXUALIDADE

Publicado a 26 de abril de 2012 por lgm 

Os 10 Mandamentos, recebidos mediunicamente por Moisés, na certa foram estabelecidos sob aquele formato por ordem do próprio Jesus, o Divino Governador da Terra, o qual, conhecedor profundo da alma humana,  nas limitações intelecto-morais que nos caracterizava então, contemplou como uma de suas regras a de “não cobiçar a mulher do próximo”.

Naturalmente que assim o fez porque sabia que os Espíritos encarnados em corpos masculinos estariam inclinados a desrespeitar a maior delicadeza e sensibilidade daqueles outros vestidos temporariamente nas características femininas e, por isso, estabeleceu uma regra específica para esse caso.  Deve-se compreender o porquê de nada se referir à hipótese contrária.

“A letra mata e o espírito vivifica”: assim devemos interpretar as Coisas de Deus, ou seja, conforme seu significado espiritual.

Guardando os atavismos ainda muito acentuados das vivências primitivistas, o ser encarnado masculino daquele tempo visava muito mais a satisfação da libido compulsiva, enquanto que a mulher, repetindo multifárias experiências na maternidade, esperava, pelo menos aquelas mais evoluídas espiritualmente, a felicidade de poder guardar no ventre o rebento, que, daí a nove meses, se tornaria seu filho amado.

A diferença ético-moral de mentalidade neste ponto entre os gêneros naquelas épocas recuadas era muito maior do que hoje.

Quando Jesus veio pessoalmente pregar a Boa Nova, um dos tópicos que mais fez questão de abordar foi a igualdade entre os gêneros, podendo-se perceber isso facilmente pela forma como tratava homens e mulheres, ou seja, com a mesma suave autoridade, ensinando a união respeitosa entre ambos e a valorização recíproca.

No episódio do “julgamento da mulher adúltera”, por exemplo, lecionou essa igualdade de maneira insofismável, de modo a não deixar dúvida alguma para o resto da eternidade.

Todavia, com o advento da Doutrina Espírita, que Jesus prometeu enviar no tempo certo, para ampliar os horizontes da Verdade à nossa compreensão, os Seus Emissários Espirituais foram claros ao afirmar que o Espírito não tem sexo, mas deve viver, quando encarnado, como homem e como mulher, para aprender o que um e outro sabem, tornando-se, ao final de muitos milênios, Espírito Puro, pela sua relativa e progressiva completude intelecto-moral.

Este tema deve ser pensado madura e seriamente por todos aqueles que se interessem pelo próprio aperfeiçoamento intelecto-moral, com vistas a ingressarmos na fase espiritual do mundo de regeneração em que se converterá a Terra, pois não se concebe que mantenhamos um pé no futuro e outro no passado primitivista da mentalidade que vivemos na época de Moisés.

Se a mulher deve exercer a sexualidade responsável, inclusive refletindo sobre como e com quem exercer suas expansões naturais, o mesmo deve fazer o homem, para não estarmos sujeitos aos dolorosos dramas de consciência e a consequente necessidade de “irmos para a prisão, saindo de lá somente depois que tivermos pago o último ceitil”, como disse Jesus, na Sua linguagem simbólica.

A sexualidade é uma das formas da energia irradiante do Espírito, tanto quanto a inteligência e a afetividade, sendo que, bem ou mal direcionada, dispara automaticamente a Lei de Causa e Efeito, que, se é verdade que está submetida à Lei do Amor e da Caridade, traz, também, irremediavelmente, o ingrediente da Justiça.

Luiz Guilherme Marques

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