OS ESPÍRITOS DAS TREVAS

Publicado a 26 de março de 2012 por lgm 

A dicotomia entre o Bem e o Mal sempre foi objeto de debates e serve de pano de fundo para as leis, a Ética, a Religião e todas as atividades humanas.

Todavia, acredito, para o Pai Celestial não se tratam de duas realidades diferentes, mas apenas trechos da trajetória evolutiva dos seres que já chegaram à fase do pensamento contínuo, ou seja, já são humanos.

Daí para a frente a consciência passará a atuar, como bússola indicando a rota que conduz à integração com o Pai.

Há Espíritos que, chegados à fase da razão, ao invés de procurarem entender as Leis Divinas, para segui-las, julgam mais conveniente para si próprios “editar” leis diferenciadas, inclusive, procurando impô-las aos demais.

Como, naturalmente, os resultados que pretendem são inviáveis, rebelam-se contra o Pai e passam a guerrear contra Ele, na verdade, apenas adiando o Encontro, que é inevitável.

O Amor Divino não os desampara, todavia, permitindo até que exercitem a liberdade de forma negativa para coletividades inteiras.

Mesmo atuando de forma exclusivista e egocêntrica, porém, sem o saberem, acabam servindo ao Progresso, o qual exige renovação das estruturas ultrapassadas, tanto que a Lei da Destruição é uma daquelas que a Sabedoria e o Amor Divinos estabeleceram.

Os demolidores, os que provocam sofrimentos, os que exigem para si o comando imerecido e todos aqueles que colocam o jugo da escravização no pescoço dos seus irmãos em humanidade, na verdade, estão servindo de instrumentos para a evolução desses outros, pois o Pai nada permite acontecer sem uma finalidade útil, sendo as criaturas apenas colaboradoram na Sua Obra, retratada por Jesus na Vinha da parábola dos trabalhadores da última hora.

Quantas civilizações surgiram e desapareceram, não deixando sequer vestígios, inclusive nada se sabendo atualmente da sua existência no planeta!

Quando Jesus afirmou: “O escândalo é necessário, mas ai daquele que o provoque” estava se referindo também ao trabalho indiretamente útil dos Espíritos das Trevas.

Talvez tenhamos integrado no passado alguma dessas falanges de sofredores, que não reconheceram ainda o Amor que o Pai lhes dedica.

Hoje estamos matriculados no trabalho na Vinha do Pai, aprendendo a servir e recebendo o salário diário da paz interior, o que representa a maior felicidade que podemos usufruir enquanto encarnados.

Oremos ao Pai por todos esses irmãos encarnados ou desencarnados que ainda representam papéis de “servidores invertidos” para que a Luz da compreensão lhes clareie o coração e a mente, e abandonem o campo escuro da egolatria, onde só colherão espinhos, passando, com o tempo, ao status de ”servidores do Bem”, para terem acesso às flores da felicidade.

Não rechacemos os sofredores que fingem acreditar na vitória do Mal, mas sejamos exemplos das virtudes da simplicidade, humildade e desapego, porque eles nos observam atentamente e, instintivamente, admiram as qualidades éticas que ainda não possuem.

O trabalho de convencimento é gradativo, mas seu resultado é inevitável.

Luiz Guilherme Marques

Este artigo foi arquivado em Artigos

Deixe o seu Comentário