ORAÇÃO DE UM TRABALHADOR DA ÚLTIMA HORA

Publicado a 24 de Março de 2012 por lgm 

Pai Celestial, Criador do Universo infinito e das Leis que o regulam, através das quais as mínimas estruturas idealizadas, com o decurso das eras incontáveis, aos poucos se apuram até chegar ao patamar de seres de magnífica evolução, confundidos, muitas vezes, pelos homens e mulheres primitivos, com Você mesmo, Pai Amorável, tal como acontece a Jesus, nosso Governador, escolhido pelas próprias qualidades intelecto-morais nunca igualadas por nenhum humano que habitou nosso mundo.

Sua Vinha, sabemos, representa a oportunidade de sairmos da posição de crisálidas espirituais e nos transformarmos em falenas dignas do pincel de Rafael ou Leonardo da Vinci, através do autoaperfeiçoamento, em seguidos e inumeráveis dias de trabalho.

Todavia, Pai Amado, se hoje estamos empregando relativamente bem o benefício do tempo na labuta engrandecedora, não podemos deixar de analisar o passado de trabalhadores de má vontade, quando inutilizávamos as ferramentas que nos eram disponibilizadas ou até as empregávamos para depredar a Vinha ou agredir os companheiros de trabalho, pretendendo, muitas vezes, uma hegemonia impossível e injusta sobre uma extensão do terreno que não nos pertence.

Mesmo assim, Você sempre nos concedeu novas oportunidades, quando voltávamos à Vinha pela reencarnação, algumas vezes com os membros atrofiados para aprendermos o valor dos movimentos construtivos ou com ferramentas danificadas para entendermos que mesmo um equipamento emperrado pode ser útil.

Pedimos a Você, Pai, Senhor da Vinha, que nos faça sempre concentrar a atenção nas nossas próprias atribuições e nunca perdermos o precioso tempo na crítica ao trabalho dos outros servidores, pois que somente Sua Sabedoria consegue avaliar a utilidade de cada serviço e Seu Amor conduz um a um pela estrada da evolução.

Dê-nos a paciência para aguardarmos as recompensas que merecermos e persistência para sempre reiniciarmos as tarefas que nos competem; coragem para vencermos nossa tendência à ociosidade e à rebeldia; solidariedade para nos confraternizarmos com os demais servidores; humildade para sabermos que, apesar de Seus filhos, a Vinha não nos pertence e inteligência para trabalharmos com mais proveito.

Que sejamos sempre movidos pelo ideal de ser benévolos e úteis à coletividade e a cada um em particular!

Desperte nossa consciência, que dormiu por séculos afora, para verificarmos o que nos falta aprimorar a fim de superarmos nossos defeitos morais, que nos impedem o acesso à melhor “qualidade de vida intelecto-moral”.

Sobretudo, Pai Celeste, agradecemos por tudo que nos dá, o que faz conspirar para o nosso aperfeiçoamento e nossa felicidade, mesmo quando não conseguimos entender essa realidade.

Ensine-nos sempre, através dos meios pedagógicos infalíveis que Sua Sabedoria e Amor conhecem, mesmo que sejam por nós interpretados como dor e sofrimento.

Que assim seja!

Luiz Guilherme Marques

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