O DINHEIRO E O DESAPEGO

Publicado a 28 de Março de 2012 por lgm 

Peço licença aos prezados confrades para refletirmos juntos sobre o dinheiro na vida de alguns personagens do Cristianismo e na nossa própria vida.

Zaqueu, que viveu muitos anos apegado às riquezas, acumuladas por meios que sua consciência condenou tão logo caiu em si, depois de dialogar com Jesus, abandonou tudo que tinha amealhado e foi viver do próprio trabalho como professor e servidor braçal, conforme lhe foram surgindo as oportunidades, assim, gradativamente, redimindo-se e seguindo adiante na escalada evolutiva, até transformar-se no Missionário do Cristo Bezerra de Menezes.

Maria de Magdala, vítima da própria luxúria e do apego aos bens materiais, deixou tudo para trás e seguiu Jesus, após receber d’Ele Sua Bênção, passando a dedicar-se ao amparo aos leprosos do corpo e da alma, subindo, nas sucessivas reencarnações, pelos degraus da evolução até chegar a Madre Teresa de Calcutá, a Grande Mãe dos que nunca tiveram mãe que os acalentasse.

Paulo de Tarso, que nasceu em família rica e auferia polpudos salários no malsinado trabalho de perseguidor cruel dos adeptos do Cristo, depois que O encontrou às portas de Damasco, renunciou ao poder material e à fonte de renda da Maldade, passando a manter-se com o trabalho de manufatureiro de tendas, progredindo ético-moralmente pelo futuro afora  até o estágio espiritual do sadu Sundar Singh, pregando o Evangelho de Jesus entre os tibetanos, na sua última encarnação, no século XX.

E nós, como temos garantido nossa sobrevivência material?

Podemos realmente olhar-nos no espelho da própria consciência e sentirmos a tranquilidade do dinheiro ganho com honestidade e com desapego ou ele nos queima as mãos e teremos de devolvê-lo à comunidade ou às pessoas, através das doações espontâneas ou escoará por entre nossos dedos com os gastos médicos e medicamentos, tentando, em alguns casos, curas impossíveis?

O desapego aos bens materiais é uma das virtudes mais difíceis para os seres humanos da atualidade, fascinados que ainda vivem pelo consumismo e pelo desejo de mais gozarem de facilidades que cheguem ao ponto de não precisarem sequer exercer algum trabalho…

Não há como amarmos a Deus e a Mamom ao mesmo tempo, já advertia Jesus, ensinando-nos o desapego aos bens materiais, os quais devem cingir-se ao necessário, enquanto habitamos um corpo de carne, pois na vida espiritual, de nada careceremos a não ser da própria consciência  em harmonia com as Leis Divinas.

Pensemos no papel que o dinheiro tem representado na nossa vida!

Luiz Guilherme Marques

Este artigo foi arquivado em Artigos

Deixe o seu Comentário