NINGUÉM ME MOLESTE MAIS PORQUE EU JÁ TENHO AS MARCAS DO CRISTO

Publicado a 26 de janeiro de 2012 por lgm 

Tanto quanto Jesus disse: “Eu e meu Pai somos Um”, Paulo, depois de muito realizar dentro e fora de si, afirmou: “Não sou mais eu que vivo, mas o Cristo é que vive em mim”.

A cadeia que liga cada criatura da Terra a Deus passa por Jesus, nosso Caminho necessário, abaixo do qual se encontram Seus Emissários, como Paulo e outros Luminosos Orientadores, chegando, na trajetória descendente, aos nossos Guias e Amigos Espirituais, e, por fim, nós, os trabalhadores da última hora, encontrados pelo Senhor da Vinha quase no momento do encerramento da jornada de trabalho.

Paulo carregou, por algum tempo, na própria intimidade consciencial, o estigma da perseguição à Doutrina do Divino Mestre, o que lhe deu força interior para suportar os sacrifícios e sofrimentos mais rudes com paciência e conformação. Todavia, em determinado ponto da sua trajetória excruciante, mereceu ouvir A Voz que lhe outorgava a carta de alforria para não pagar mais pelo início equivocado. Então, o Apóstolo dos Gentios alertou a todos: “Ninguém me moleste mais, pois eu já trago as marcas do Cristo”.

As “marcas do Cristo” não significam as cicatrizes e deformações que lhe impuseram ao corpo já alquebrado, mas sim a vivência, que alcançara,  do Amor Universal. Não diferenciava mais as pessoas, considerando-as todas como irmãos e irmãs em humanidade. Insculpira,  pelo esforço persistente, no próprio íntimo a tolerância, a paciência, a humildade, a simplicidade e o desapego.

Ninguém conseguiria desviá-lo da rota luminosa, pois já se impregnara de Amor suficiente para resistir a qualquer sugestão do Mal, o qual já não habitava mais seu interior. Estava iluminado por dentro e nada temia de fora.

Quantos homens e mulheres puderam afirmar, dentro da própria consciência, que nada mais os molestaria, porque ela já não lhes cobrava nenhuma reparação!

Caminhamos todos para essa vitória sobre o Mal que ainda existe em nós e cada um ouvirá A Voz por conta do seu próprio merecimento.

Ninguém pode substituir-se a outrem na conquista da autossuperação.

A estrada é individual, sendo, na verdade, uma trilha referta de altos e baixos, espinhos e flores, e cada um passa pelas tempestades e bonanças, mas, olhada de cima, é visível tratar-se de um aclive suave, mas permanente: é o caminho da evolução.

O ideal que procuramos, uns conscientemente e outros ainda sem rumo definido, é essa quitação, que nos promoverá ao Céu Interior, tal qual Bezerra de Menezes, que vive na Terra o Paraíso Íntimo que conquistou pela dedicação ao Bem de todos.

Ninguém consegue molestar aqueles que já alcançaram a Paz Interior: eles tudo compreendem e tudo perdoam.

Nada abala aqueles que superaram seus defeitos morais e adquiriram as virtudes que Jesus vivenciou em grau máximo na Terra.

Luiz Guilherme Marques

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