FIDELIDADE DOUTRINÁRIA

Publicado a 17 de junho de 2012 por lgm 

Francisco Cândido Xavier afirmava: “Cada um é responsável pelas imagens que cria na mente dos semelhantes.” e: “Nunca joguei a Verdade na cara de ninguém.”; Emmanuel aconselhava ao missionário da mediunidade com Jesus: “Se estiverem em conflito o que eu disser e as lições de Kardec, fique com Kardec.” e Allan Kardec disse: “Somente se pode dizer espírita quem envida todos os esforços para domar suas más inclinações.”

Sabe-se que a Doutrina Espírita se reveste de três aspectos indissociáveis: o filosófico, o científico e o religioso e que se caracteriza pela progressividade das revelações, sendo que as mais importantes vêm do mundo espiritual, nossa verdadeira pátria, onde os Espíritos, libertos das amarras de um corpo físico, enxergam a Verdade com muito maior clareza.

Quem, de qualquer forma, dizendo-se adepto da Doutrina Espírita, procura influenciar as pessoas, por qualquer forma que seja: escrevendo, falando ou agindo, assume a responsabilidade de criar imagens positivas na mente dessas pessoas.

A própria exposição da Verdade deve ser feita de tal forma que não se traduza em violência contra nossos irmãos e irmãs em humanidade, pois Jesus, o Divino Modelo, até quando tomou atitudes e proferiu palavras aparentemente severas, assim procedeu imbuído do mais profundo Amor pelos seus contemporâneos ainda despreparados para entender as Leis Divinas. As expressões “hipócrita” e “sepulcro caiado por fora, mas podre por dentro” não se destinavam a humilhar os fariseus e o episódio dos vendilhões do templo não ocorreu com violência contra aqueles que mercadejavam num local destinado às orações e às manifestações de Amor ao Pai Celestial.

Pretendendo contribuir para o esclarecimento dos nossos irmãos e irmãs em humanidade, o melhor que podemos fazer é iniciarmos nossa autorreforma moral, superando nossas más inclinações, representadas pelo orgulho, egoísmo e vaidade. Assim procedendo, serviremos de exemplo para aqueles que ainda não iniciaram a viagem rumo à perfeição moral relativa. Dessa forma, contribuiremos na área religiosa.

Quanto aos esclarecimentos sobre a Verdade nos seus aspectos filosófico e científico, nossa exposição deve se constituir na simples explanação das informações que tivermos, sem desmerecer a forma de pensar daqueles que divergem de nós, tenham eles ou não argumentos convincentes.

Muitos, sobretudo médiuns, que iniciaram sua trajetória de maneira consentânea com os modelos de Jesus e Kardec, desviaram-se em algum ponto do caminho, preferindo atalhos perigosos, pois que conducentes à sintonia com o Mal. Todavia, aquilo que produziram de bom deve ser valorizado e sua individualidade respeitada, cabendo-nos orar por eles ao invés de apodá-los pela inconstância no Bem.

Também nós lutamos com nossas dificuldades de superação do orgulho, egoísmo e vaidade e necessitamos de orações intercessórias para continuarmos na tarefa que nos compete na Seara Espírita.

Jesus pregou e exemplificou o “Amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”. Kardec afirmou: “Fora da caridade não há salvação.” Ambas as orientações nos devem induzir à caridade do silêncio em determinadas situações e do esclarecimento impregnado de Amor Universal em outras.

Quando os Espíritos Superiores aconselharam: “Espíritas, amai uns aos outros e intruí-vos.”, apresentaram, em primeiro lugar, o Amor Universal e, em segundo lugar, a dedicação ao Conhecimento da Verdade, cujo principal tópico é justamente o Amor Universal, que unirá toda a humanidade.

O intelecto é essencial, mas o Amor Universal está muito acima dele, conforme ensinam os Espíritos Superiores ao afirmarem: “Aquele que Ama está muito acima daquele que simplesmente sabe.”

Fidelidade a Jesus e a Kardec são essenciais a nós, espíritas, não apenas no Conhecimento da Verdade, mas, sobretudo, na prática do Amor Universal!

Um aprendiz

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