DESVINCULE-SE DO MAL

Publicado a 25 de maio de 2012 por lgm 

Primeiramente devemos analisar o que é o Mal, entendendo-o como tudo que contraria a Lei Divina, que se resume em “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”.

Aprofundando a sonda da observação sincera sobre nossos pensamentos, sentimentos e ações, teremos ideia clara do quanto ainda temos de sintonia com o Mal.

Os defeitos morais do orgulho, egoísmo e vaidade representam emissões mentais de sintonia com todos aqueles, no Universo inteiro, que vibram na mesma faixa.

É importante realizarmos esse tipo de avaliação para, diária e constantemente, de forma consciente, irmos nos libertando dos atavismos que nos ligam ao passado multimilenar de prevalência dos instintos sobre a inteligência e desta, quando ainda éramos destituídos do senso ético-moral, sobre as regras consubstanciadas no Amor sob as suas três vertentes.

Os instintos precederam a inteligência e esta a Ética, e, em verdade, ainda guardamos, na rotina do nosso pensar, sentir e agir, um percentual elevado de instinto, menos de inteligência e menos ainda de Ética.

Os instintos são importantes, como forma de inteligência primitiva, os quais atuam automaticamente, sob a forma de reflexos condicionados: é a atuação do nosso inconsciente, onde estão arquivadas todas as nossas vivências desde o momento da nossa criação pelo Pai Celestial.

Guardamos, de vivência dos instintos, milhões de anos; de inteligência, alguns milhares de anos e, de Ética, talvez apenas alguns séculos. Todavia, é conveniente verificarmos quanto tempo realmente contamos de propósito firme de autorreforma moral.

Devido ao atraso ético-moral, grande parte da humanidade terrena ainda não se prontificou ao trabalho da autorreforma íntima, preferindo os interesses materiais, fugazes, transitórios e, sobretudo, insatisfatórios frente ao Tribunal da Consciência, este que, quando nos habituamos a consultá-lo, nos informa prontamente da sua aprovação ou não quanto aos nossos pensamentos, sentimentos e ações, e, quando preferimos ignorá-lo, responde através de distonias, que se manifestam na mente e posteriormente são somatizadas, surgindo os sintomas de doenças de várias ordens.

A intenção deste modesto texto não é provocar alarme, mas sim chamar a atenção para a necessidade pessoal da autoanálise, aliás, ensinada pelos Espíritos Superiores, como Joanna de Ângelis e Emmanuel, baseados no “sede perfeitos, como vosso Pai, que está nos Céus, é Perfeito.” A propósito, observe-se um detalhe importante: aqui o Divino Mestre não fala em “Meu Pai”, mas sim em “vosso Pai”, induzindo-nos a procurarmos nossa adequação às Normas que o Pai traçou, através das Suas Leis, dentre as quais a mais importante é o Amor a Ele.

Ligando o pensamento ao Pai, através oração, iremos acumulando “dados” positivos no nosso arquivo interior, os quais, gradativamente, irão assumindo prevalência no nosso mundo interior. Ligando o sentimento a Deus, através das emissões espontâneas da emotividade, nos fará enxergar tudo e todos, inclusive nós próprios, com “olhos bons”, sendo que, assim, como disse Jesus, todo nosso “corpo terá luz”. Agindo conforme as Leis Divinas nos proporcionará uma vida útil e feliz, dentro das possibilidades terrenas.

Devemos partir da premissa de que a “tentação” não está no exterior, mas no nosso próprio mundo íntimo, que, inconscientemente, procura aquilo que para nós representava a felicidade quando ainda éramos muito primitivos em termos ético-morais, mas que, agora, quando já estamos muito mais evoluídos intelecto-moralmente, representa uma forma inconveniente de pensar, sentir e agir.

Jesus, profundo Conhecedor da Psicologia, nos ensinou o “Pai Nosso”, inserindo, propositadamente o pedido que devemos fazer ao Pai para “livrar-nos das tentações”, o que significa a necessidade de superarmos nossos reflexos não trabalhados para o Bem.

Esforcemo-nos confiantemente, que o resultado se fará benéfico, pois esse é o caminho da evolução.

Jesus é o modelo de todas as virtudes: estudemos Sua Biografia e Suas Lições e pratiquemos as Leis Divinas, e nossa vida irá se tornando cada vez mais iluminada pela Luz da Verdade, mesmo que as chamadas “dificuldades da vida” continuem próximas, no nosso dia a dia.

Confiemos no Pai e sigamos em direção a Ele, o qual nos Ama infinitamente.     

Um aluno

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