CULTO ESPÍRITA NO LAR

Publicado a 26 de Março de 2012 por lgm 

O Espírito Neio Lúcio, ditou, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, um dos livros mais importantes da Doutrina Espírita, que é o “Jesus no Lar”, através do qual relata a instituição por Jesus, quando ainda encarnado, do culto doméstico do Evangelho, revivido, atualmente, no Espiritismo, sob as denominações de culto espírita no lar e outras equivalentes.

Não é suficiente cada adepto simplesmente ler a sós as obras espíritas, resumindo-se a isso sua vida religiosa, principalmente se as informações colhidas dos livros não se fazem acompanhar da necessária reforma moral.

Também participar de grupos de estudo particulares, fora dos centros espíritas, não se mostra a opção ideal, pois nossa integração em algum centro espírita significa inclusive humildade em nos reconhecermos simples membros, apesar de valiosos, de uma coletividade maior do que nós e nossos afins, além de que a própria convivência tende a levar, por si própria, à prática da solidariedade e da irmandade.

Assim, participando não só de um grupo de estudo organizado de um centro espírita e ali desempenhando alguma outra atividade colaborativa, estaremos demonstrando o desejo de sermos útieis e trabalharmos pela nossa própria evolução intelecto-moral bem como colaborar com a evolução dos demais irmãos de crença.

Todavia, se é de grande importância a atuação macroscópica, uma outra não é menos relevante, que é a atividade no microcosmo doméstico, onde costumam defrontar-se divergências de pontos de vista e condutas as mais díspares. Se a conveniência muitas vezes simula a polidez em público, é dentro do lar que somos chamados a revelar nossas verdadeiras virtudes.

Ali está o foco da exemplificação das conquistas que já conseguimos introjetar como a tolerância, a paciência, a capacidade de silenciar e orientar nos momentos e da forma certa, sem melindrar nem ofender a nenhum dos membros da coletividade doméstica, ao mesmo tempo que aprendermos com humildade aquilo que os outros nos têm para ensinar.

Com a evolução moral da humanidade, cada vez mais se instala a ideia da democracia dentro das quatro paredes do lar, ao invés dos paradigmas do passado, quando predominavam o patriarcalismo e o autoritarismo, cabendo aos filhos a obediência frente ao despotismo de pais e mães muitas vezes despreparados para educá-los, pois que careciam normalmente eles próprios das virtudes da humildade, simplicidade e desapego.

Para se ensinar é preciso saber e, principalmente praticar, as virtudes.

Aqueles que já as consolidaram transformam-se em referências seguras para os que caminham atrás na estrada evolutiva.

Por isso, os discursos inflamados, as admoestações rudes e as palavras candentes não representam a Pedagogia    do Cristo para encaminhar aqueles que se iniciam no esforço da reforma interior.

O culto no lar deve representar um exercício da democracia fraterna, onde todos possam se sentir valorizados e felizes no contato com as Lições de Jesus e não apenas ouvintes de um líder imposto sob o argumento de ser o mais velho ou o mais experiente.

A distribuição de tarefas é um chamativo para a colaboração e valorização de cada participante.

Com a instauração desse hábito saudável, a família se une pelos laços do Amor Fraternal, cada membro preparando-se para vivenciar na sociedade o Amor Universal.

Jesus ensinou Simão Pedro e sua família como proceder nessas reuniões particulares: cabe a nós seguirmos o exemplo, para mais e melhor amarmos aqueles que o Pai Celestial colocou no nosso caminho na figura de filhos, cônjuges e irmãos.

Luiz Guilherme Marques

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