CASAMENTOS FALIDOS

Publicado a 28 de março de 2012 por lgm 

A História registra a evolução dessa instituição, desde a época em que os casamentos representavam mera negociação entre os pais à revelia da vontade dos filhos até o que atualmente se assiste com muitas uniões impensadas, resultado da mera atração sexual ou conveniência financeira.

O Espírito Joanna de Ângelis aconselha que antes de decidir-se por uma união afetiva as pessoas deveriam curar-se de eventuais desacertos morais que as caracterizam, sob pena de fracasso previsível.

Muita gente afirma que o amor (traduza-se por paixão) cura todos os desacertos morais, iludindo-se e iludindo o parceiro ou a parceira, pois, na verdade, não é assim que acontece.

Como se sabe, na Doutrina Espírita, reconhecem-se três defeitos morais: orgulho, egoísmo e vaidade, sendo desnecessário conceituar-se cada um deles, bastando ligeira reflexão para detectá-los e reconhecer-lhes a extensão e profundidade em cada pessoa que ainda não se propôs à reforma moral.

Escolher um companheiro ou companheira que traga enraizado algum desses defeitos é investir num relacionamento fadado ao fracasso, devendo-se aguardar que ele ou ela primeiro se reforme moralmente para, somente depois, iniciar-se a vida em comum.

Infelizmente, milhões de casais vivem em desarmonia evidente, graças à deficiência ético-moral que caracteriza um dos cônjuges ou mesmo ambos. Trata-se de uma convivência onde o cônjuge que infelicita o outro assim procede porque não conseguiu sua própria harmonização interior.

Somente vive em paz com os outros quem está pacificado consigo mesmo.

Trata-se este artigo de um alerta para jovens, adultos e até idosos que se aventuram na ilusão de uniões precipitadas, multiplicando desacertos e desarmonias.

A religiosidade pode auxiliar essas pessoas, no entanto somente apresentam resultados garantidos se realmente se propõem à reforma moral, com a aquisição da humildade, simplicidade e desapego.

Se disputam entre si, sob pretexto de motivos relevantes ou insignificantes, pois, na verdade, quem é humilde nunca disputa; se pretendem viver contrariamente à singeleza que faz a vida ser aprazível; e se aferram-se aos interesses materiais acima dos valores espirituais – são candidatos sérios à infelicidade a dois tanto quanto o seriam no estado de celibatários, porque o problema está dentro do coração deles próprios e não no exterior.

Pode parecer excesso de zelo o que aqui se expõe, mas trata-se da pura realidade, infelizmente vivida por grande parte dos casais e também dos solteiros, porque os defeitos morais corroem qualquer relacionamento, inclusive o conjugal, e infelicitam qualquer individualidade.

As virtudes é que possibilitam a felicidade: fora delas não há vida realmente feliz e em paz!

Luiz Guilherme Marques

Este artigo foi arquivado em Artigos

Deixe o seu Comentário