AS MARCAS DE DEUS

Publicado a 31 de janeiro de 2012 por lgm 

Quando Jesus falou: “Eu e o Pai somos Um” e Paulo de Tarso disse: “Não sou eu mais quem vive, mas o Cristo é que vive em mim”, ficou subentendido que os menos evoluídos necessitam da energia fecundante dos mais evoluídos.

Amma, a iluminada guru indiana, afirmou que o discípulo só se desenvolve quando encontra seu guru e a médium Yvonne do Amaral Pereira aconselhava os médiuns a criar a maior sintonia possível com seus respectivos Guias Espiritual.

Chegados à fase atual de informações sobre Deus, através das 3 Revelações (Moisés e os profetas, Jesus e Seus discípulos e os Espíritos que orientaram Allan Kardec e aqueles que redigiram as obras complementares), não temos mais dúvidas de que somos filhos do Pai Celestial e que devemos nos integrar a Ele através do pensamento e das realizações práticas de Fraternidade Universal.

Não faz mais sentido imaginarmos um Pai distante, mas sim presente dentro de nós e em tudo que nos diz respeito.

Por uma questão de desinformação, achávamos que deveríamos nos ajoelhar e repetir frases feitas para nos dirigirmos a Deus, como se Ele necessitasse de palavras sacramentais e posturas exteriores para se dignar ouvir-nos e amar-nos.

Deus quer apenas que derrubemos as barreiras internas do nosso orgulho para fecundar a semente que Ele plantou em nossa intimidade psíquica quando nos criou.

Essa minúscula partícula traz dentro de si todas as potencialidades que nos levarão à Perfeição Relativa.

Por ignorância e engessados pelos instintos primitivos, “lutamos contra Deus” dentro da nossa intimidade, recusando-nos, primeiro, a reconhecer nossa filiação e, segundo, declará-la de público, como significando sinal de fraqueza, que somente os pusilânimes e os doentes devessem proclamar.

Tanto é verdade que, quando Jesus esteve encarnado na Terra, a maioria dos que se deixaram fecundar pelo Seu Divino Amor foram os desvalidos da sorte e os desprezados, que não se envergonhavam de reconhecer suas fragilidades e necessidades, enquanto que os potentados e os poderosos do dia temiam demonstrar qualquer simpatia pela proposta cristã de Fraternidade Universal.

Paulo de Tarso afirmou-se portador das “marcas do Cristo”, ou seja, ter-se submetido espontaneamente ao comando psíquico do Divino Mestre, tanto quanto o Pastor Celestial reconhecia Sua subordinação ao Pai.

Se tomarmos a iniciativa de reconhecermos, dentro de nós próprios, nossa felicidade de sermos filhos de Deus e declararmos publicamente, principalmente através das atitudes moralmente elevadas, nossa reverência às Leis Divinas, não teremos mais medo do que quer que venha a nos suceder nem nos deixaremos iludir com as fantasias da vaidade, do orgulho e do egoísmo. Então, teremos fixado em nós as “marcas de Deus”, mesmo que sejam minúsculos sinais, se comparados com a impregnação de Deus em todas as moléculas da Individualidade do Cristo.

As doenças, os altos e baixos da vida, a desencarnação e tudo o mais não nos abalará, pois nunca nos sentiremos sozinhos e desamparados, pois teremos presente dentro de nós o próprio Pai Celestial.

Essa é a maior conquista do ser humano em qualquer lugar do Universo.

Façamos esforços para compreender essa realidade e implantá-la no nosso íntimo!

Depois dessa conquista, tudo o mais ficará muito mais fácil, como mero resultado da escalada evolutiva, que ocorre em progressão geométrica a partir de determinado ponto, ou seja, quando já começamos a compreender o Amor e a Justiça de Deus.

Espíritas, conscientizemo-nos!

Luiz Guilherme Marques

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