ANTES DE ESCREVER, REALIZAR A PRÓPRIA REFORMA MORAL

Publicado a 31 de Março de 2012 por lgm 

Francisco Cândido Xavier dizia: “Cada um é responsável pelas imagens que cria na mente dos semelhantes.”

Realmente, não só pela palavra falada ou escrita, como pelos outros vários  meios  de comunicação, inclusive pelo pensamento, se influenciam as outras pessoas, induzindo-as ao Bem ou ao Mal.

Vemos, no mercado editorial, por exemplo, livros que nada trazem de construtivo em termos éticos e muitos, que, até, são negativos, indutores de desatinos e desvios do pensamento, sentimento e atitudes.

Muitos escrevem visando ganhar dinheiro ou notoriedade, despreocupados dos eventuais resultados nocivos sobre a mente alheia.

Sabe-se, por exemplo, que o próprio Lev Tolstoi, através de um de seus romances, induziu ao suicídio leitores fragilizados emocionalmente, o mesmo se dizendo de Goethe. Felizmente, o primeiro deles conseguiu, ainda em vida, redimir-se, tornando-se verdadeiro apóstolo do Cristo, através dos seus posteriores textos idealistas e sua exemplificação das  virtudes da humildade, desapego e simplicidade.

Humberto de Campos, em idade mais avançada, passou a representar verdadeiro consolador de corações aflitos, mas tinha começado sua vida de literato como autor de contos licenciosos…

Imagine-se o que deve acontecer com os literatos, filósofos, artistas e intelectuais em geral que, enquanto encarnados, não primaram pela ética nos seus trabalhos: no mundo espiritual são desautorizados de ditar textos aos encarnados enquanto não realizarem a necessária reforma moral!

Nós, que, mesmo não passando de modestos adeptos das Musas, em vida, nos aventuramos a escrever para nossos leitores, devemos verificar se nossa conduta diária, nosso esforço de superação das más tendências e a realidade profunda da nossa alma nos autorizam a escrever em nome da Verdade.

Simplesmente ensinar, discursar ou escrever não nos melhoram interiormente.

Se não estamos impregnados do magnetismo irradiante das virtudes vivenciadas no dia-a-dia, nossas palavras e expressões pouco ou nada beneficiarão os ouvintes ou leitores, porque não possuem luminosidade espiritual.

A energia magnética do autor é que proporciona um clima interior de bem-estar espiritual aos destinatários e não as próprias expressões exteriores, representadas pelas palavras ou outros meios de comunicação: por isso, por exemplo, os textos psicografados por Francisco Cândido Xavier conseguem sempre o efeito benéfico de elevar o tônus mental de quem os lê, enquanto há textos que mantêm indiferentes os leitores.

De preferência, aperfeiçoemo-nos primeiro moralmente para que nossas expressões sejam, pelo menos, razoavelmente úteis.

Luiz Guilherme Marques

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