A UTILIDADE DA NOSSA VIDA

Publicado a 30 de abril de 2012 por lgm 

Enquanto a maioria dos nossos irmãos em humanidade luta pela mera sobrevivência material, sem chances reais de garantir a própria segurança no emprego, alguns de nós  recebem expressiva quantidade de benesses, de que se julgam merecedores, usufruindo-as egoisticamente.

Uns acumulam o supérfluo em detrimento da multidão, que sofre de carência do básico.

A noção de reencarnação ensina que tudo passa num átimo de tempo, que é a duração de uma vida no corpo, sendo conveniente aos que muito receberam pensar na precariedade de sua posse e desfazerem-se, em favor dos sacrificados material e intelectualmente, do supérfluo e àqueles que vivem sobrecarregados de dificuldades suportar com paciência aquilo que não lhes seja possível melhorar pelo próprio esforço: dos primeiros se cobra a renúncia e dos segundos a paciência.

Nossa consciência aponta para o que nos compete conservar para nossa sobrevivência e indica aquilo que devemos doar aos outros, realizando a Justiça, que Deus delega, em parcelas maiores ou menores, aos Seus filhos, para que aprendam o Amor e a Caridade.

Somar benesses, abarrotar-se de titulações materiais e intelectuais simplesmente para gozar de maior prestígio no meio social e satisfazer a própria vaidade ou proceder de forma centralizadora a pretexto de garantir o futuro da família é equivalente a colocar sobre a própria cabeça uma lápide funerária que pesará toneladas quando a consciência despertar e reconhecer-se em estado de culpa.

Sabemos, muito bem, o que é essencial à própria vida terrena e o que é supérfluo e deve ser passado a outras mãos, que vivem estendidas em nossa direção, em pedidos mudos de socorro e apoio.

Merecimento em termos de bens materiais e intelectuais é um item de extrema complexidade, que não temos condições de avaliar com a sabedoria dos Espíritos Superiores e, em caso de dúvida, é preferível nos desfazermos daquilo que aparenta nos sobrar a aguardarmos o futuro nos cobrar pela omissão na realização das obras de benemerência que prometemos realizar dentro da nossa programação espiritual.

Os Espíritos Superiores muitas vezes aparecem no cenário terrestre em posições apagadas enquanto que os medíocres pedem a oportunidade do destaque social, financeiro ou intelectual, normalmente, pelo atraso moral do planeta, vigorando a completa inversão de valores.

Renunciar espontaneamente é apanágio daqueles que já se conscientizaram da fugacidade e do desvalor de tudo que não é do interesse da essência espiritual e o que contraria essa regra trabalha contra o progresso do Espírito.

Raciocinemos sobre a utilização que estamos dando ao que as Mãos do Pai encaminham às nossas mãos, para que elas não mereçam o castigo de se tornarem mirradas como galhos retorcidos ao final da jornada terrena.

Analisemos sobre o que nosso cérebro canaliza em favor da instrução e do aperfeiçoamento dos que carecem das Luzes da Inteligência e da Moralidade, para que, na prestação de contas, após a desencarnação, não venhamos a encontrar-nos com a máquina do pensamento enferrujada pelo egoísmo e venhamos talvez a renascer com suas engrenagens atrofiadas.

Feliz de quem dá de si e dá do seu, que, na verdade, é simplesmente do Pai, passando pelo nosso arbítrio temporariamente, para podermos distribuir com generosidade.

A atual conjuntura de transição planetária representa nossa chance de nos livrarmos de nós mesmos, ou seja, do “homem velho” que fomos, deixando de ser crisálida em  hibernação moral para voarmos rumo às grandes conquistas da inteligência e da espiritualidade.

Que o Pai nos permita acordar para a Verdade, potencializada na nossa própria essência interior, para que sejamos realmente felizes, depois dos milênios de vivência primitivista e horizontal que experienciamos.

Verticalizemos o cérebro e o coração através do Bem!      

Luiz Guilherme Marques

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