A REFORMA MORAL NO MUNDO DE REGENERAÇÃO

Publicado a 28 de janeiro de 2012 por lgm 

Cada divulgador da Doutrina Espírita se encarrega de levá-la ao conhecimento dos adeptos sob um ângulo diferente, numa complementaridade que não é casual, mas sim atende à programação dos Espíritos Superiores.

Caracteriza-se como notável o trabalho divulgador do Espírito Joanna de Ângelis, encarregada, pelo que se depreende, de implantar no mundo terreno a Psicologia Espírita, com conotações religiosas e científicas, o que representa uma verdadeira mutação, pois que traz à consideração a realidade do Espírito, em lugar da “mente” e expressões outras, que apresentam-se superficiais, fazendo, naturalmente, com que a cura dos pacientes ocorram em número reduzido.

Fazendo uma comparação, não basta acrescentar mais dados ao nosso “hd” espiritual para que mude nossa vida para melhor: é necessário colocarmos em ação os comandos de “limpeza de disco”, “desfragmentador de disco” e “antivírus”, que representam a reforma interior.

Para tanto, a autoanálise é imprescindível, consistindo em aprofundarmos as reflexões sobre nossos defeitos morais e virtudes, com sinceridade verdadeira.

Se é verdade que Allan Kardec afirmou que “fora da Caridade não há salvação”, também disse que “conhece-se o verdadeiro espírita pelo esforço que faz para domar suas más tendências”.

A prática da Caridade tem sido muito valorizada no meio espírita, todavia, a reforma moral é preocupação de um número menor de adeptos, justamente por exigir um esforço muito maior e representar um processo “doloroso”, podendo-se comparar ao tratamento de um tecido orgânico infeccionado…

Nas camadas mais profundas do nosso psiquismo estão arquivados muitos pensamentos, sentimentos e ações negativos, que são elementos vivos, pulsantes. O simples fato de mudarmos nosso estilo de vida não elimina aqueles focos infecciosos, que devem ser “tratados”, de tal forma que o Self absorva a sombra, como diz Joanna de Ângelis, dentro da terminologia junguiana.

Passando a Terra à categoria de mundo de regeneração, na certa, não será suficiente a prática da Caridade, mas sim que cada Espírito encarnado ou desencarnado ligado ao planeta tenha avançado bastante na própria reforma moral.

Em caso contrário, volta e meia aqueles elementos “infeccionados” virão à tona, fazendo com que a criatura se apresente irreconhecível, negativa, perigosa, isso sem contar que a pressão desses elementos sobre os tecidos morais sadios é constante, e teria a criatura de realizar um esforço hercúleo para manter o perfil do “homem novo” enquanto não se realiza esse trabalho de cura moral.

É preciso divulgarem-se, no meio espírita, as obras joanninas e outras assemelhadas, a fim de que invista-se na reforma moral ao invés de simplesmente realizarem-se obras beneméritas no mundo exterior.

O interior do ser humano representa seu principal campo de trabalho, sendo que as realizações no mundo exterior muitas vezes não correspondem ao que trazemos no interior.

O movimento espírita necessitava da contribuição joannina, havendo até antes dela uma lacuna significativa, que só teria condições de ser preenchida a partir do momento em que os próprios espíritas passaram a valorizar a Psicologia, a qual, até há pouco tempo atrás, era pouco conhecida e pouco desenvolvida.

Na verdade, a Psicologia é uma ciência mais importante que a própria Medicina, pois entra portas a dentro do Espírito, enquanto que a Medicina cuida apenas do corpo material.

É necessário a nós, espíritas, realizarmos o estudo sistematizado da “Série Psicológica” da referida Mentora Espiritual nos grupos de estudo dos Centros Espíritas tanto quanto estudamos Allan Kardec, Emmanuel e André Luiz.

Sem esse conhecimento estaremos desequipados para a Era Nova, que já está em curso.

Luiz Guilherme Marques

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