A REALIDADE DA FAMÍLIA TERRENA

Publicado a 24 de Fevereiro de 2012 por lgm 

É muito conhecido o fato de que os irmãos de Jesus sequer simpatizavam com Sua Doutrina, quanto mais se tornaram Seus seguidores! Apenas Sua Mãe Santíssima estava à altura de compreender Seu Evangelho e realmente tornou-se uma das suas mais importantes divulgadoras.

O Espírito André Luiz, no seu livro “Mecanismos da Mediunidade”, psicografado por Francisco Cândido Xavier, afirma, em outras palavras, que, normalmente, em cada família há um ou outro Espírito mais evoluído, sendo a maioria de seus membros Espíritos medianos, ou sejam, aqueles cuja evolução os faz merecedores de habitar um mundo de provas e expiações, como é o nosso.

Fazendo-se um parêntese, deve-se afirmar que abaixo de mundos como o nosso somente existem os mundos primitivos, cujas características se pode imaginar…

Felizmente, estamos na iminência de passarmos a mundo de regeneração, o que exige de seus habitantes uma qualificação ético-moral superior à atual, por isso se justificando tantos sofrimentos, como forma de sensibilização moral da maioria dos seus habitantes, ainda apegados à materialidade.

Para se ter uma ideia do nível evolutivo da Terra, vale a pena reproduzir uma informação de Marlene Nobre em um de seus livros, quando informa que, perguntando, certa feita, a Francisco Cândido Xavier, qual a diferença de idade espiritual entre a humanidade terrena em geral e as pessoas presentes em determinada reunião espírita, dentre as quais se encontravam ela própria e o médium, este disse que tal diferença estaria por volta de dez mil anos… Por aí se vê o quanto a maioria da humanidade terrena ainda vive apegada aos interesses puramente materiais e sob o império dos defeitos do orgulho, egoísmo e vaidade, que são as chagas morais que nos caracterizam.

Todavia, o fato da maioria dos parentes sequer se preocupar com a própria reforma moral, não desobriga seus parentes mais esclarecidos de servir-lhes de modelo para que, gradativamente, se aperfeiçoem.

Em outras épocas também nós tivemos a oportunidade de conviver com nossos atuais Guias Espirituais sem, todavia, levar-lhes em conta os bons exemplos e os esforços para nos impulsionar rumo a Deus: agora é nossa vez de, já mais aperfeiçoados, expor-nos à avaliação e observação nem sempre atenta daqueles que são menos graduados que nós.

Somente cumprindo essa tarefa de orientarmos nossos irmãos menores mereceremos a bênção do Pai Celestial, que, na verdade, não diferencia Seus filhos, mas os tem todos como iguais e os recobre de igual Atenção e Amor.

Nem sempre devemos esperar que nossos parentes nos acompanhem nas empreitadas idealistas, porque cada um está em grau evolutivo diferente e poderão não estar em condições de fazer mais do que conseguem realizar.

O dever de autoaperfeiçoamento é individual e cada um, em última instância, é avaliado pela própria consciência, através da qual o Pai Celestial fala em forma de palavras inarticuladas.

Em suma, somos todos irmãos, sendo o parentesco terreno a oportunidade que Deus nos dá de uma convivência e aprendizado diário, pela proximidade e troca de experiências.

Feliz de quem cumpre fielmente seus deveres com relação à família terrena, sem se esquecer, todavia, dos seus compromissos com a Grande Família Universal, que é a humanidade inteira.

Luiz Guilherme Marques

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