A MISSÃO DE JESUS ENCARNADO

Publicado a 26 de fevereiro de 2012 por lgm 

PALAVRAS INICIAIS

Primeiramente, agradeço a Deus a oportunidade de ter tomado conhecimento do máximo possível que minha modesta capacidade de compreensão comporta das Suas Leis, o que me permite viver dentro de relativa Felicidade e Paz interior, que, todavia, traz como consequência o dever de contribuir para que aqueles que caminham mais atrás também tenham acesso a essas informações e passem a usufruir do status espiritual de “trabalhadores da última hora”, o que, por si só, já representa uma grande conquista para os habitantes do nosso mundo de provas e expiações.

Em segundo lugar, agradeço a Jesus, o Divino Governador do nosso Planeta, que o formou, trabalhando os elementos químicos necessários, no curso das eras, a fim de aqui instalar Seus pupilos amados, responsabilizando-se pela sua evolução rumo ao Pai Celestial.

Em terceiro lugar, louvo o Espírito Allan Kardec, cuja missão gloriosa possibilitou a popularização dos Conhecimentos que antes ficavam reclusos nos círculos seletos e exclusivistas dos iniciados em vários pontos da Terra, mas inacessíveis às massas necessitadas de luzes intelectuais e morais e, por isso mesmo, sofredoras e rebeldes.

OS MESTRES DA SABEDORIA QUE ANTECEDERAM JESUS

Podemos imaginar-nos como um homem ou mulher comum que nascesse na época de Jesus em qualquer das regiões civilizadas da Terra, portanto, devendo ser desconsiderada a Antártida, então inabitada.

Vejamo-nos, sobretudo, como homem, pois as mulheres, pelo pouco desenvolvimento dos ideais democráticos, estavam ainda circunscritas, no geral, às atividades domésticas. Todavia, havia algumas mulheres, naquelas épocas recuadas, que se destacavam como sacerdotisas, ou sejam, médiuns, como as que se celebrizaram em Israel, algumas das quais tiveram seu nome registrado no Antigo Testamento; na Grécia, por exemplo as do Templo de Apolo, em Delfos, e assim por diante.

Se tivéssemos nascido na Índia, poderíamos, dependendo de pertencer a alguma casta, sobretudo a dos brâmanes, ter acesso às grandes verdades do Hinduísmo, dentre os quais se reconhecia a reencarnação como caminho para a Perfeição; se fizéssemos a opção pelo Budismo, muito mais democrático e que não separava seus adeptos por castas, conheceríamos as importantes lições de Buda, que também tratam da reencarnação e da evolução; teríamos outras opções religiosas não menos esclarecedoras, pois a Índia sempre se caracterizou pela busca da Espiritualidade.

Se tivéssemos nascido na China, conheceríamos, se nos interessasse, as doutrinas de Confúcio e Lao Tzé, que iluminavam a mente de milhares de adeptos, ensinando-lhes a viver em harmonia interior, em contato respeitoso com as demais pessoas e com a Natureza.

No Egito necessitava-se de uma rigorosa e complexa iniciação para poder conhecer a essência da Religião monoteísta e avançada dos sacerdotes, que sabiam da reencarnação, da evolução e detinham conhecimentos vastos e aprofundados de todas as Ciências compatíveis com o grau evolutivo daquele tempo.

Na Grécia poderíamos ter contato com os restantes discípulos de Pitágoras, Sócrates e Platão, todos reencarnacionistas e pregadores de uma Ética voltada para o aperfeiçoamento da inteligência e da moralidade.

Nas regiões onde remanescia a Cultura celta viam-se ainda alguns estudiosos do Druidismo, reencarnacionistas e voltados para o contato com a Natureza, cujo representante mais ilustre talvez tenha sido o próprio Espírito Allan Kardec, quando lá esteve reencarnado.

Em Israel, veríamos os ensinos de Moisés e dos profetas do Antigo Testamento, que, nos círculos mais selecionados, afirmavam a reencarnação.

Em Roma poderíamos conhecer qualquer dessas correntes religiosas ou filosóficas, pois era a “capital do mundo civilizado”, o que possibilitava contato, conforme os limitados meios de comunicação de então, com qualquer região ou Cultura que fosse.

Encerremos por aqui a relação de países e povos, apesar de que seu número poderia ser multiplicado, sabendo-se dos conhecimentos avançados de grandes mestres da Espiritualidade que encarnaram em todas as regiões onde tal se fez possível, seguindo o Planejamento Sábio e Amoroso do Divino Governador da Terra, que nunca deixou de fornecer os meios de crescimento intelecto-moral aos Seus pupilos terrenos. Basta lembrarmos, por exemplo, as lições de Sabedoria dos Toltecas, que viveram na região onde atualmente se localiza o México.

A MISSÃO DE JESUS NA SUA ENCARNAÇÃO

Preparada a humanidade para conhecer de perto Seu Divino Governador, para tomar ciência das Suas Grandes Lições, renasceu Aquele Foco Luminoso de Espiritualidade e Sabedoria no período em que Roma estava preparada para servir de conduto que levasse o Evangelho ao conhecimento de todos os povos mais acessíveis a essas Informações Avançadas. Tanto assim que, pelos fios invisíveis da Sabedoria Divina, aproximaram-se a “capital do mundo” e o povo de Israel, aparentemente com supremacia do primeiro. Todavia, conforme as Leis Divinas, não há vencidos nem vencedores, mas apenas filhos igualmente amados e necessitados de trocar experiências, a fim de compreenderem e praticarem a Grande Lei do Amor, que move o Universo, sob o Comando Invisível de Deus.

Saber da existência do Deus Único um número significativo de habitantes da Terra já sabia, apesar do politeísmo ser considerado por aqueles que não tinham acesso à Cultura ou simplesmente deixavam-se dominar pela má vontade em sair à procura da Verdade. Pois, em todos os tempos, sempre há quem se interesse em conhecê-l’A e há igualmente aqueles que vivem simplesmente em função dos interesses materiais. Mesmo naqueles tempos recuados, quem quisesse espiritualizar-se e aprender a Grande Ciência de Deus teria múltiplas opções.

Saber da reencarnação também era possível aos de boa vontade e sincero interesse em aprender e evoluir.

Saber da Lei de Amor era a realidade de muitos, que já viviam segundo ela, pois todas as correntes religiosas nela falavam como caminho para o Aperfeiçoamento Espiritual.

A Lei da Evolução era também objeto de reflexões de mentes voltadas para a Espiritualidade.

Infelizmente, alguns estudiosos da História e das próprias correntes religiosas enxergam aquele período como uma era de barbárie, ignorância  e atrocidades, quando, na verdade, tratou-se de uma das mais importantes épocas de toda a vida do Planeta e da humanidade, pois que iríamos receber o Divino Mestre e conviver com Ele no dia a dia das nossas experiências evolutivas.

Talvez nunca a Terra tenha sido tão “trabalhada” em todos os seus setores evolutivos, porque se fazia necessário tudo adaptar-se para que as Lições do Governador Divino ficassem registradas para sempre e com benefícios máximos para todos os povos e indivíduos.

Cada detalhe da vida do Divino Mestre deve ter sido planejado como uma obra de Arte da Ética do Infinito: onde nasceria, quem seriam Seus pais e parentes, por quais localidades passaria e em que épocas, quem seriam Seus contemporâneos e que atribuições lhes competiria; em resumo, até o aparente Mal teria de ser levado em conta na Matemática Divina para que os ignorantes se tornassem sábios no contato com as Lições de Jesus e os maus se fizessem bons ao influxo das Suas Emanações de Amor Irresistível.

O que Ele veio ensinar?

É difícil resumir o que um Espírito Puro dessa envergadura tinha a ensinar na Sua Programação, pois o progresso espiritual que o caracterizava estava e está distante de nós em termos de bilhões de anos. Sequer temos condições de imaginar o que significa deter a condição de Espírito Puro já anteriormente à criação da Terra.

Podemos dizer que Jesus veio falar no Pai Amoroso, substituindo a noção do Deus simplesmente Criador e Justiceiro pregado por Moisés.

Podemos afirmar que Jesus reforçou a noção da reencarnação, por exemplo, quando ensinou-a a Nicodemos e confirmou que João, o Batista, era o Elias “renascido”.

Podemos parafrasear Mohandas Gandhi, que engrandeceu o Sermão da Montanha como sendo o Caminho para a Perfeição Humana.

Podemos dizer que, além de ensinar, Jesus vivenciou em grau absoluto, todas as Suas Divinas Lições, ao contrário de muitos, que não estavam à altura dos próprios Conhecimentos que transmitiam.

Todavia, sabendo que se trata do Único Espírito Puro que passou pela Terra, ou seja, Aquele que seguiu Sua Trajetória Evolutiva sem erros, todas as nossas reflexões sobre Ele se fazem ínfimas e até pretensiosas.

O contato direto de Jesus com quem quer que fosse, por si só, já marcava  “a fogo” aquelas almas para sempre. Mesmo os que não tinham condição espiritual de compreendê-l’O ficaram impactados positivamente para sempre, como foi o caso do Espírito Camilo Castelo Branco, narrado no seu livro “Memórias de um Suicida”, psicografado por Yvonne do Amaral Pereira, ou o do Espírito Emmanuel, descrito em “Há Dois Mil Anos”, psicografado por Francisco Cândido Xavier.

Muitos mestres da Espiritualidade tinham ensinado, mas era necessária a presença física do Divino Governador para a realização do Grande Salto Qualitativo, que faria a humanidade evoluir em progressão geométrica a partir de então. Seus discípulos se multiplicariam pelo mundo afora, os “trabalhadores da Vinha” passariam a se contar aos milhares e depois aos milhões e, com próxima a mudança da Terra para mundo de regeneração, passarão aos bilhões.

A Lei do Progresso Ele a anunciou ao prometer enviar o Consolador, para ensinar o que a compreensão humana daquele tempo não comportava.

Eis aí uma apertada síntese da Missão de Jesus Encarnado.

Que possamos trabalhar pela nossa própria reforma interior, adequando-nos às Suas Lições, e propagá-las entre aqueles que andam distraídos, enganados com as ilusões simplesmente materiais.

Luiz Guilherme Marques

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