A MÃE SANTÍSSIMA

Publicado a 23 de abril de 2012 por lgm 

Já faz alguns anos que tenho esperado o momento de poder escrever algumas palavras sobre Aquela que, tendo sido a Mãe material de Jesus na Sua encarnação na Terra, na verdade, sempre deve ter sido a Simbólica Mãe de toda a humanidade. Tive, todavia, de aguardar um sinal espiritual, pela via da intuição, quando meus esforços de reforma interior me concedessem o mérito mínimo para traçar uma biografia, pobre que fosse, dessa Grande Alma, cujo Amor abarca todos os seres do nosso Planeta, com a Autoridade que deve ter ao lado do Seu Filho, este que foi designado pelo Pai Celestial para ser o Sublime Governador da Terra.

Escrever sobre Maria de Nazaré não pode se resumir à reprodução das poucas citações evangélicas sobre Sua trajetória terrena, pois o próprio João, que Jesus Lhe entregou como filho adotivo, afirmou que as anotações que fez eram o mínimo do mínimo que sabia sobre o Divino Mestre e tudo que Lhe dizia respeito, incluindo, certamente, Aquela a que nos referimos neste breve estudo.

Vivendo em ambiente de trabalho e no cumprimento dos deveres familiares em consonância com as Leis Divinas, acolheu com serenidade a Ordem Indireta, que as circunstâncias aparentemente casuais Lhe impunham, de dar à luz Seu Filho Divino num ambiente de extrema indigência material, junto aos animais humildes que fizeram companhia à Família de Espíritos Luminosos.

Concebendo não só Jesus quanto outros filhos que não estavam à altura de compreendê-l’A nem ao Primogênito, estaria ensinando o Amor Universal, tentando sensibilizá-los para a vivência conforme as Leis Divinas, que teria produzido resultado na vida deles apenas a longo prazo. Todavia, Aquela Mãe Superior sabia que toda semente de Deus se transforma em frondosa árvore no tempo certo.

Convivendo com Jesus no dia a dia da época anterior ao início da Sua Vida Pública, quantas horas de diálogo sublime devem ter mantido, condoendo-se dos sofrimentos do povo simples dos pequenos ou mais populosos burgos onde habitavam ou por onde passaram! Infelizmente, nenhum registro dessas Lições chegou até nós, o que somente venhamos a conhecer daqui a muitos séculos ou milênios, quando nossa evolução intelecto-moral vier a permitir sua compreensão.

Depois de Jesus passar a ser reconhecido pelos homens e mulheres de boa vontade e boa fé como o Messias, graças à confirmação veiculada pelo Batista, Sua Mãe deve ter atuado como âncora poderosa, porto seguro, pela força do pensamento e das Suas orações, que, de forma invisível, ajudavam a abrir caminho para a conversão de muitos.

Nem sempre quem fala ao público convence, nem todos os que aparentemente dirigem são os mais importantes e muitos dos que se apresentam como porta-vozes são meros mandatários dos que estão no comando dos trabalhos mais importantes.

Mãe Santíssima, no silêncio de Suas preces, era a sustentação da trajetória do Filho, muito mais que aqueles e aquelas que Ele constituiu Seus discípulos e apóstolos, a maioria dos quais que, na verdade, iria se decidir pela Verdade apenas depois de Sua partida para o mundo espiritual.

Aquela Mãe esteve cumprindo Seu papel desde o primeiro minuto até o último da trajetória do Filho e também durante os seguintes anos em que Ela viveu no mundo terreno.

Quando do Supremo Testemunho da cruz, esteve junto com o Filho, sustendo-Lhe a Fé Absoluta no Pai, em Quem Ela também cria sem nenhuma sombra de dúvida.

Partindo, depois, para viver com o filho adotivo, assumiu Sua Missão Pública, não registrada no Evangelho de João, na certa, por humildade consciente d’Ela, que nunca deve ter autorizado que Lhe engrandecessem o Trabalho Missionário.

Ali era visitada por sofredores a quem consolava, pensadores a quem esclarecia, empreendedores a quem incentivava às iniciativas nobilitantes e tantos outros, durante muitos anos, até que Jesus veio um dia buscá-l’A, quando a saudade não mais Lhe permitiu suportar a vida em planos diferentes: Ele lá e Ela aqui.

A partir daí, aos poucos sendo reconhecida pelos devotos de Jesus pela Sua grandeza pessoal, como verdadeira Estrela que tem brilho próprio, passou a ser evocada nas orações de milhares e depois milhões, como Intercessora no Socorro Divino, tendo um inspirado grafado nos Registros Espirituais e na Literatura da Terra a Ave Maria, que, muitos séculos depois, inspirou mestres da Arte da Música a comporem obras sublimes em Sua homenagem e evocação.

Mãe Santíssima, abençoe a toda a humanidade e interceda ao Pai por todos os que Lhe são devotos, mas, sobretudo, pelos que em nada crêem, porque esses são os Seus atuais filhos mais necessitados, como o foram aqueles outros, irmãos carnais de Jesus, que estavam longe de entender Seu Amor de Mãe.

Luiz Guilherme Marques

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