A IGUALDADE ENTRE HOMENS E MULHERES

Publicado a 23 de fevereiro de 2012 por lgm 

A Doutrina Espírita esclarece que cada Espírito nasce como homem ou mulher de acordo com seu planejamento evolutivo, sendo que, para chegar à Perfeição relativa, a que estamos destinados, é necessário ter vivenciado as experiências de ambos os gêneros.

Em tempos passados, e ainda na atualidade, os encarnados em geral guardam grande preconceito contra as mulheres, como atavismo trazido dos períodos em que predominavam os instintos, havendo a supremacia masculina, baseada na força física e na brutalidade.

É preciso superarmos essa desigualdade, que infelicita a vida de metade da humanidade encarnada, ou seja, mais de três bilhões de pessoas.

Os homens, recebendo na primeira infância uma orientação voltada para a coragem a qualquer preço, muitas vezes se condiciona pelo resto da vida à indelicadeza, à rudeza e à incivilidade, enquanto que as mulheres, pela formação equivocada, condenam-se à fragilidade, sensualidade e futilidade.

São estereótipos negativos, que devem ser repensados tanto pelos homens quanto pelas mulheres espíritas, para que cumpram exitosamente suas metas reencarnatórias.

Retornando ao mundo espiritual, como diz o Espírito André Luiz, ocorrem mudanças perispirituais como a retração dos órgãos genésico e digestivo, por motivos óbvios.

Enquanto a nossa humanidade encarnada não entender que o corpo físico é mera vestimenta temporária do Espírito, com o objetivo da sua evolução, estaremos cometendo equívocos como encarnados, dentre os mais grave o da subvalorização das mulheres.

Quantos têm de reencarnar em condições adversas por causa de erros cometidos contra a sexualidade, com o abuso da força física e a mentalidade machista!

É conveniente estarmos sempre a refletir sobre nossa forma de encarar esses assuntos e rever eventuais pontos de vista equivocados, enquanto é tempo.

Muitos casamentos se desfazem devido aos erros dos cônjuges, que tendem a repetir os padrões ultrapassados dos seus ancestrais, quando as mulheres eram limitadas aos trabalhos domésticos, à maternidade e à condição de esposa, enquanto que os homens eram provedores do grupo familiar, pais e maridos autoritários e infiéis.

As impressões negativas fixadas na mente infantil costumam servir de estigma e clichê para o resto da vida.

Observemos e analisemos a herança psicológica que recebemos dos nossos pais e mães e a que estamos transmitindo aos nossos filhos e filhas.

No mundo de regeneração, que estamos construindo, homens e mulheres serão igualmente gentis, exercerão uma profissão fora do lar e dividirão, inclusive com os filhos, os afazeres domésticos.

Preparemo-nos, desde já, para esse estilo de vida, que representa um grande progresso em relação ao modelo injusto e prejudicial que a humanidade consagrou durante os milênios passados.

Luiz Guilherme Marques

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