A HISTÓRIA DOS ÍNDIOS DO BRASIL (artigo)

Publicado a 28 de setembro de 2016 por lgm 

menesA HISTÓRIA DOS ÍNDIOS DO BRASIL

(Luiz Guilherme Marques)

Quando eu estudei os antigos cursos primário, ginásio e científico, fui obrigado a decorar uma série de datas e nomes de falsos heróis como sendo a forma de conhecer a História do Brasil, mas, ao verificar depois, através das minhas pesquisas particulares, o que realmente foi acontecendo para chegarmos ao que somos hoje, pude constatar que os índios viviam sua vida de forma muita civilizada e seguiam suas regras de conduta, até que apareceram os brancos (espanhóis, portugueses, franceses, ingleses e holandeses), que tentaram, primeiro, convencê-los a se submeterem pacificamente, mas, como não deu certo, passaram a escravizá-los e, depois, matá-los da forma mais direta, a fim de tomarem-lhes as terras e as riquezas da terra, preservando apenas as mulheres, pois não havia europeias que se propusessem a viver nesta terra inóspita e sem conforto material.

Detectei três focos principais da civilização indígena do século XVI que maiores resistências opuseram aos brancos: 1 – os chamados tupis (ou seja, aqueles que os brancos conseguiram dominar, dentro do possível), liderados pelo grande Cunhambebe, que fazia os portugueses estremecerem só de imaginarem aquele gigante de peito largo, que gostava de comer carne de português, o qual foi morto em 1555 e, a partir daí, Mem de Sá, conluiado com os jesuítas Nóbrega e Anchieta, praticamente dizimou-os do literal de São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Bahia; 2 – os chamados tapuias, chefiados pelo gigante Kamaknian e sua esposa Jikky, ou seja, aqueles que não aceitaram, de forma alguma, a presença de brancos nas suas terras, localizadas no interior do atual Brasil, a não ser a de Francisco Bruza Espinosa e seus amigos João de Azpilcueta Navarro e Belchior Dias Moreia, que entrosaram com eles no curso da famosa expedição que durou de 1553 a 1555, saindo de Porto Seguro e indo até Diamantina, sendo que Espinosa permaneceu na convivência com eles até sua morte, enquanto que Navarro, Moreia e seus  demais companheiros voltaram para Porto Seguro; e 3 – as icamiabas, que eram as índias guerreiras, as quais viviam na Amazônia e que impunham sua hegemonia inclusive diante das demais tribos da vasta região próxima aos rios Amazonas, Madeira, Tapajó etc.

Em resumo, os brancos conseguiram dominar os tupis, índios do litoral e dizimaram os tapuias e as icamiabas.

Hoje existem pouco mais de trezentos mil índios, na qualidade de cidadãos de segunda classe.

A História dos índios do Brasil nada tem a ver com a História do Brasil, pois esta última é resultado da versão dos portugueses e dos jesuítas.

Estou aprofundando esse estudo: o primeiro, e deixando o segundo para quem não gosta dos índios e acha que civilização é sinônimo de computador, avião e ar condicionado.

Eu gosto das matas, dos bichos e dos córregos de água limpa, que, por sinal, estão acabando.

Escrevo sobre isso e, principalmente, entro em contato com a Grande Mãe Natureza: por isso tenho saúde de ferro!

 

Este artigo foi arquivado em Artigos

Deixe o seu Comentário